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As Tendências das Mídias Sociais – Um olhar digital

Bate papo com Paulo Arruda, Diretor Comercial Digital da Kantar IBOPE Media

Os consumidores gastam em média duas horas por dia compartilhando, curtindo, tuitando e atualizando suas plataformas. As oportunidades para compreender como esse público se comporta nas redes sociais e como as marcas podem aproveitar esses espaços para reforçar seu relacionamento com os consumidores são infinitas.

Os experts da Kantar Media se debruçaram sobre matérias, artigos e insights relacionados ao mundo das plataformas sociais e as análises estão reunidas no estudo As Tendências das Mídias Sociais, que mapeia 10 oportunidades para a atuação dos profissionais de marketing e comunicação – o estudo está disponível na íntegra em https://bit.ly/2N7awUx

Paulo Arruda, Diretor Comercial Digital da Kantar IBOPE Media, comenta as principais trends e o impacto delas no mercado publicitário. Confira:

 

Paulo, qual a tendência que mais chama a sua atenção para 2019? E porquê?

PA: O marketing de influência me chama bastante atenção, uma vez que os influencers ganharam grande destaque nos últimos anos graças aos patrocínios de marcas dispostas a divulgar seus produtos nas redes sociais. Contudo, na edição de 2019 do estudo As Tendências das Mídias Sociais, essa visão é desconstruída e coloca em debate o surgimento de um novo modelo de negócio, os micro-influencers.

Apesar dos grandes influencers serem como blockbusters em termos de audiência, as marcas começaram a perceber que qualquer deslize ou comentário inadequado poderia colocar em “cheque” a visão das pessoas sobre elas e impactar negativamente as marcas e suas campanhas. Muito além disso, os grandes influencers assumiram diversas parcerias e se perderam no seu real propósito. Por isso, os micro-influencers estão ganhando mais espaço e notoriedade com as marcas, pois ao mesmo tempo que o seu alcance de audiência é mais segmentado, conseguem passar uma mensagem mais autêntica, além de possuírem fortes laços de confiança com seus seguidores que são mais fiéis e reverberam suas ações. Eu gosto de falar que estamos na era da autenticidade e ser autêntico garante a efetividade de uma campanha. Nessa nova fase, os influenciadores não são mais contratados pelo seu alcance, mas sim por possuírem um propósito verdadeiro que vai de encontro com o que propaga a marca.

 

Os algoritmos são a base da experiência do usuário nas redes sociais. Definem os assuntos que vamos ver, com quem vamos interagir, etc. Muitas redes aperfeiçoaram o uso dos algoritmos, enfrentaram muita reclamação dos usuários e agora parecem voltar aos feeds “originais”. Como você enxerga esse novo momento “não algorítmico”?

PA: Algumas plataformas apostaram nos algoritmos para transformar o feed dos usuários e priorizar o conteúdo de pessoas e marcas com quem poderíamos interagir mais, porém muitos usuários começaram a mostrar insatisfação. Os feeds se tornaram repetitivos e o conteúdo de interesse escasso.   Quando esse método de automatização começou a crescer, o mercado não soube o momento exato de parar e ultrapassou um limite: os conteúdos não refletiam o real desejo do internauta no momento. As pessoas não querem usar um adblocker. Eu diria que elas querem receber publicidade certa na medida certa e ter acesso a outros conteúdos que não sejam definidos de acordo com o histórico de busca. É preciso humanização nos formatos, por isso marcas e plataformas estão parando de interferir e deixando o usuário experimentar novos caminhos.

 

Como o Social Commerce impacta o mercado publicitário?

PA: O e-commerce é um meio de comercialização muito democrático e que facilita o processo de venda para qualquer pessoa interessada no assunto. Atualmente, o Social Commerce, que une esse modelo de comercialização com as redes sociais, incentiva as plataformas a investirem em novas soluções e conquista cada vez mais adeptos. É a venda aspiracional. Você está navegando pela rede e vê algo que gosta, que você gostaria de ser e, em um clique, você tem aquele produto. A mesma versão. Esse modelo de compra rápida favorece as marcas a terem mais impulso na hora das vendas, principalmente os pequenos comerciantes, que talvez não tenham como investir em uma loja virtual completa.

 

O uso de formatos híbridos para a disseminação de conteúdo ganha cada vez mais adeptos. O vídeo foi a grande aposta no estudo do ano passado e o áudio é a bola da vez no report deste ano. Como você enxerga essa valorização do mix de formatos e, principalmente, do áudio?

PA: As marcas e criadores de conteúdo precisam ser criativos e usar todos os formatos disponíveis para criar experiências únicas para o seu público. Investir em campanhas coerentes que comecem na TV, ganhem interatividade no Out Of Home e sejam ativadas e exploradas nas redes sociais, por exemplo, são um caminho. Hoje as plataformas oferecem muitos recursos, desde a publicação de fotos e vídeos, a inclusão de efeitos sonoros e visuais, enquetes, botões de reação, etc. As oportunidades de ser criativo e aproveitar todos os formatos possíveis são infinitas. O vídeo, por exemplo, é tema central do negócio de quase todas as plataformas sociais. E agora além de compartilhar esse conteúdo, podemos reagir, incrementar, adicionar um, dois, três efeitos no arquivo original.

Falando especificamente de áudio, não é de hoje que esse formato cruza fronteiras. Do rádio a TV, passando pelo smartphones e, agora, os smartspeakers: o áudio está em tudo.  A “voz”, esse recurso tão simples e inato, por exemplo, está mais uma vez revolucionando o mercado e a forma como interagimos com os dispositivos eletrônicos. Por comando de voz posso acessar minha rede social, compartilhar conteúdo, realizar uma compra, uma ligação. Esse boom da voz reflete diretamente no aumento de recursos audiovisuais oferecidos nas redes sociais. É algo para ficar de olho!

 

Sobre a Kantar Media

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